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Todas as coisas carregam em si a fugacidade do tempo e a brevidade de tudo aquilo que é mortal.

Tudo nessa Terra passa, tudo é perecível, tudo é efêmero.

Há muitos de nós que sentem dor pelo simples fato de ser.

Que se sentem angustiados e vazios pelo simples fato de existir.

Mais alguns verões, mais alguns invernos, e  tudo terá passado.

Mais algumas primaveras, mais alguns outonos, e todas as folhas murcharão e terão desvanecido do desvão da existência.

Tudo que temos é nada.

Tudo que fazemos é nada.

Se é assim, então por que continuar acordando todas as manhãs e insistir em caminhar?

Por isso, Senhor, me lembra que as boas coisas dessa vida trazem apenas uma sensação de parcial completude, e apenas apontam pra Ti – que é o único capaz de completar tudo e todos,

Me lembra, Senhor, do que a tua Palavra me diz:

 Que nada trouxemos para este mundo, e nada dele poderemos levar (ITm 6.7).

Que nós, os discípulos do Cristo, estamos no mundo – mas não somos do mundo (Jo 17.14-18).

Que somos peregrinos e forasteiros nessa Terra, e a nossa cidade está nos céus – de onde também esperamos o nosso salvador voltar (IPe 2.9-11 e Fl 3.20-21).

Me lembra, Pai,

Que nada daquilo a que atribuímos valor e sentido possui valor e sentido próprios.

Nada debaixo do sol, nenhuma criatura sequer, nenhuma paixão sequer e nenhuma realização sequer possuem luz própria.

Nada nessa vida possui o poder de me preencher e de me dar sentido pra viver além de ti.

Fernando Khoury

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