Você sabe porque as crianças não gostam de alguns alimentos?

Ao observar um grupo de crianças, mesmo não sendo especialista, é possível perceber que algumas dão mais trabalho na hora de comer do que outras. Desde se recusar a experimentar certos alimentos até não querer nem sentar à mesa. Esse é o principal desafio na alimentação infantil.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, estudaram os tipos de comportamentos em um grupo de 170 crianças de 2 a 4 anos que, segundo os pais eram difíceis para comer.

Apresentar um comportamento seletivo para comer é algo natural entre crianças e, segundo o estudo, de 19 a 50% das maiores de 2 anos fazem isso. Priscila Maximino, nutricionista do Hospital Infantil Sabará (SP), explica que o pico da seletividade ocorre por volta de 20 meses.

A conclusão dos cientistas foi a de que elas poderiam ser divididas em quatro categorias. Algumas, inclusive, poderiam ser incluídas em mais de um tipo, mas os pesquisadores optaram por classificá-las de acordo com o comportamento predominante. Seguem as categorias:

SENSORIAIS

Forte preferência por comidas duras, secas ou crocantes, e que sejam salgadas ou doces sem grande complexidade de sabores.

PREFERENCIAIS

Rejeitam qualquer coisa que não seja familiar.

COMPORTAMENTAIS

Podem chorar, se contorcer e se recusar a abrir a boca quando a comida não é preparada, cortada ou apresentada do jeito que gostam. Elas também se mostram desinteressadas na refeição enquanto estão à mesa.

PERFECCIONISTAS

Em geral esta é a maior categoria. Esse grupo mostra preferências exigentes, como a de não comer alimentos de textura mole, só aceitar comida de uma certa cor e de textura macia, sem partes duras no meio.

De acordo com Priscila, é importante não forçar a criança a “limpar o prato” e nem colocá-la de castigo se ela se recusar a comer. Ambas atitudes ajudam a criar uma relação negativa com a comida.

Sirva o alimento que está causando problema em diversas ocasiões, mesmo que ela recuse, e diga a importância e o benefício de cada alimento à nossa saúde. Tente envolvê-la  no processo de preparo da comida, de acordo com a idade. Os filhos podem ajudar a escolher os produtos no supermercado ou colocar a mesa.

Segundo ressalta Rita Calegari, psicóloga infantil do Hospital São Camilo (SP), se os pais percebem que o problema do filho não é tanto com a comida em si, mas com o fato de interromper a brincadeira, alguns incentivos podem funcionar. “Uma sugestão é transitar entre a pausa da diversão para a refeição com alguma atividade intermediária, como lavar as mãos com um sabonete colorido ou com um formato diferente antes de comer. Os pais também podem criar brincadeiras e charadas sobre as refeições, como pedir que a criança adivinhe o que tem para o almoço e a cor do suco, por exemplo, de forma que a hora de comer seja um grande prazer para os pequenos”, diz.

Vale lembrar, no entanto, que, para a maioria das crianças, a grande seletividade para comer é uma fase passageira.

Porém, algumas podem apresentar um comportamento que precisa do acompanhamento de um especialista. Se os pais perceberem que a hora das refeições causa sofrimento à criança ou que ela está ingerindo menos nutrientes do que o necessário para seu desenvolvimento saudável, é hora de procurar ajuda.

E desde bem pequeno, nunca deixe de orar com seu filho agradecendo a Deus o alimento que Ele proveu. Isso irá desenvolver nele um coração grato e amoroso a Deus, não só pelo alimento mas também pelo momento de comunhão familiar.

“e dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.” Efésios 5:20

Ministério da Família